Tudo o que precisa de saber sobre a segurança rodoviária infantil!
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Tudo o que precisa de saber sobre a segurança rodoviária infantil!

A segurança rodoviária infantil, um tema que me é mui caro, é uma matéria pela qual me interessei ao ponto de investir muito tempo e dinheiro em formação. Sim, há uma formação de nível universitário na universidade católica de Madrid em Sistemas de Retenção Infantil, que realizei com muito empenho, muito esforço e inúmeros sacrifícios.

Para quem tinha uma formação na área das ciências sociais, física, leis de newton e afins, foi algo que exigiu um esforço enorme para se tornar compreensível – e por essa razão, acho normal que todas as pessoas considerem qualquer cadeira que está à venda, e em locais que se espera serem supervisionados, as considere boas… ora, vou então tentar deixar algumas dicas que pretendo sejam construtivas para todos:

Homologação é exclusivamente o processo que garante que uma cadeira (que não faz parte do automóvel) é compatível com o mesmo. Nenhum ponto do processo de homologação faz qualquer referência ao ocupante da cadeira.

Infelizmente, apesar de ser unânime que as crianças devem viajar contra o sentido da marcha até aos 4 anos, a lei não acompanha a evidência científica, sendo demasiado permissiva neste ponto.

Para se ter uma noção, sabe-se que a partir de 1200 Newtons de força no pescoço de uma criança pode haver lesão… existem, apesar disso, cadeiras homologadas pouco abaixo de 4000!!!

Naturalmente que não é aos pais que cabe saber se uma cadeira é boa ou má, pois o que está à venda deveria ter sido verificado previamente… mas infelizmente não é assim e os riscos são muito altos.

 

Então, para ajudar a que saibam escolher:

Contra a marcha — primeiro aspeto importante — a pior cadeira contra a marcha é melhor do que a melhor cadeira a favor da marcha.

 

Mas afinal, o que precisamos numa cadeira?

  1. Que retenha o bebé, se ele sair disparado em caso de sinistro não conseguimos prever as lesões ou sequer se sobrevive — a título de exemplo há uma cadeira cujo arnês rebenta a 36 km/h e que está homologada.
  2. Que absorva a energia do sinistro — tal como um paraquedas — quando a criança circula contra a marcha é a cadeira que absorve essa energia, quando a criança circula a favor da marcha é apenas o arnês que a sustem.
  3. Que desvie a energia para os pontos de maior resistência — no caso do paraquedas temos um arnês que vem aos ombros e coxas (cristas helíacas) para uma distribuição dessa energia.

 

Agora imaginem o cenário de terem o paraquedas, mas amarrado no pescoço…

Lamentavelmente, aquilo que sei, quem fabrica também sabe, mas como em quase tudo, os interesses económicos não se compadecem com a nossa preocupação com a vida dos nossos filhos.

Sou mãe e, nesse papel, senti-me enganada quando escolhi, mal, a cadeira em que coloquei a minha filha.

 

Tenho a certeza de que cada família que procura informação quer o melhor para os seus, é sempre uma questão de pensar, ver as possibilidades disponíveis e que se adequem às respetivas carteiras + bebé + automóvel. É por vezes programar o ano, as prendinhas de aniversário, etc.

 

Espero ter ajudado a esclarecer e se puder ajudar alguém na escolha da melhor cadeira para esta combinação de fatores, estou ao dispor, podem enviar-me mensagem privada. Aconselhamento gratuito e, como tal, dentro da minha disponibilidade de resposta que tento que seja breve. Lembro ainda que temos também um serviço de venda com entrega, instalação e ensino de instalação no domicílio do cliente – mesmo nos mais recônditos lugares! 

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