Não há uma resposta única para a duração do trabalho de parto. Há médias, há referências clínicas, há padrões – mas cada trabalho de parto tem o seu próprio ritmo, e compreender isso de antemão calibra as expectativas – as vossas e as dos vossos parentes mais próximos, normalmente também ansiosos com a chegada do bebé.
Em termos gerais, o trabalho de parto divide-se em três fases.
A fase latente – em que o colo do útero dilata até cerca de seis centímetros – pode durar muitas horas, especialmente quando se trate de um primeiro parto. É habitualmente a fase mais longa e, paradoxalmente, aquela em que menos se passa em termos clínicos. Tenham palavras cruzadas, um bom livro ou carga suficiente no telemóvel para estar à conversa com aquela pessoa de sempre. Tudo vale, desde que vos mantenha tranquilos 😉.
A fase ativa, a partir dos seis centímetros de dilatação, tende a progredir de forma mais rápida. O período expulsivo – desde a dilatação completa até ao nascimento do bebé – pode durar entre alguns minutos e duas horas, dependendo de múltiplos fatores.
Num primeiro bebé, um trabalho de parto de doze a dezasseis horas não é incomum. Saber isto de antemão evita ansiedade desnecessária. Em partos subsequentes, o processo tende a ser significativamente mais rápido. Estas são médias – não garantias, nem limites.
O que leva a uma cesariana de emergência
A cesariana de emergência não é, na maioria dos casos, um acontecimento súbito e imprevisível. É, com frequência, uma decisão tomada progressivamente, com base no acompanhamento clínico durante o trabalho de parto. As causas mais comuns incluem a desaceleração do progresso do trabalho de parto sem resposta a medidas de estimulação, alterações na frequência cardíaca fetal que indiquem sofrimento, posicionamento fetal que dificulte ou coloque em risco o parto por via vaginal, ou desproporção entre a cabeça do bebé e a bacia materna.
Importa desmistificar: uma cesariana de emergência não é necessariamente sinónimo de uma situação de risco grave. É, muitas vezes, uma decisão clínica tomada com tempo e critério, para garantir o bem-estar de ambos – mãe e bebé. Conhecer as causas mais frequentes ajuda a compreender o processo – e a vivê-lo com menos medo quando acontece.
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