Com o avançar das semanas e a aproximação do tão aguardado dia do parto – o momento em que conhecem efetivamente o vosso bebé, as contrações começam a gerar a questão: será agora? Há noites em que se acorda a medir o tempo entre uma e outra, com o telemóvel na mão e o coração acelerado. É completamente normal. O corpo prepara-se para o parto durante dias – por vezes semanas – antes de o trabalho de parto ativo se instalar, e essa preparação produz sinais que podem facilmente ser confundidos com o início de algo que ainda não chegou.
As contrações de Braxton-Hicks são as grandes responsáveis por essa confusão. Irregulares, sem padrão definido, não aumentam de intensidade nem de frequência – e tendem a ceder com o repouso, com a mudança de posição ou com a hidratação. O trabalho de parto verdadeiro comporta-se de forma completamente diferente: as contrações tornam-se progressivamente mais longas, mais intensas e mais próximas entre si. Não cedem. Não desaparecem. Avançam. Está quase! Parecem gritar 😉
A perda do rolhão mucoso – uma secreção espessa, por vezes com laivos de sangue – é outro sinal que surge com frequência nas semanas ou dias anteriores ao parto. Indica que o colo do útero está a amadurecer, mas não que o trabalho de parto é iminente. Pode ocorrer dias antes sem que haja qualquer contração relevante.
A rotura de membranas é diferente. Seja um jorro súbito ou uma perda contínua de líquido amniótico, este sinal exige contacto imediato com a maternidade – independentemente de existirem ou não contrações.
Quando ir para a maternidade
A referência mais utilizada é a regra 5-1-1: contrações a cada cinco minutos, com a duração de um minuto cada, durante pelo menos uma hora. Quando este padrão se estabelece de forma consistente, é hora de ir.
Há situações, porém, em que não devem esperar por este padrão:: rotura de membranas, sangramento significativo, diminuição acentuada dos movimentos fetais ou qualquer sintoma que vos preocupe. Nestes casos, contactem a maternidade sem hesitar.
Ir demasiado cedo pode resultar em regresso a casa – o que, emocionalmente, é muitas vezes mais difícil do que parece. Ir tarde tem riscos que ninguém quer correr. O que faz a diferença entre um e outro cenário é, quase sempre, o conhecimento de como o processo funciona – e a confiança para o reconhecer quando acontece.
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