O meu filho chora, queixa-se e adormece torto – o que a cadeira tem a ver com isso?
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O meu filho chora, queixa-se e adormece torto – o que a cadeira tem a ver com isso?

Há pais que chegam à nossa loja resignados: «O meu filho odeia a cadeira. Chora sempre que o pomos lá. Não há forma de ele estar bem.» E há pais que chegam preocupados: «A cabeça dele cai sempre para o lado. Será que está bem?» E há os que chegam sem saber bem o que os traz: «Ele diz que lhe dói. Não percebemos porquê.»

Em muitos destes casos, a resposta está na própria cadeira – ou na forma como está instalada e regulada. A boa notícia é que na generalidade dos cenários, tem solução. Como em tudo, há exceções – haverá sempre aquela criança que, independentemente de como é colocada, encontra a posição verdadeiramente impossível de evitar. Mas são mesmo exceções. Na grande maioria dos casos, há solução.

O choro na cadeira – frustração ou sinal?

O choro de uma criança na cadeira auto tem várias origens possíveis. A mais comum, especialmente nos primeiros meses, é simplesmente a associação do carro com situações de desconforto: fome, calor, sono perturbado, excesso de estimulação. Não há nada de errado com a cadeira – o problema é o contexto.

Mas há casos em que o choro tem origem física. Uma cadeira com o ângulo de inclinação mal regulado pode colocar o bebé numa posição desconfortável, com a cabeça a cair para a frente. Um arnês demasiado apertado ou posicionado incorretamente pode pressionar os ombros. Um encosto demasiado quente, um encosto que vibra de forma incómoda com o motor do carro – são detalhes que fazem diferença.

Antes de desistirem, experimentem: verifiquem o ângulo de inclinação da cadeira (a maioria tem indicador visual), verifiquem a largura e a posição do arnês, e verifiquem se a almofada da cabeça está ajustada à altura certa. Podem também querer ler um artigo mais específico sobre o choro, aqui.

A cabeça que cai para o lado – problema de cadeira ou de criança?

Este é um dos cenários que mais preocupa os pais – e é compreensível. Uma criança a dormir com a cabeça completamente inclinada para o lado, numa cadeira instalada contra a marcha de viagem, está numa posição que pode, em casos extremos, comprometer a via aérea.

A primeira causa a verificar é o ângulo de inclinação da cadeira. Uma cadeira instalada de forma demasiado vertical pode não oferecer apoio suficiente à cabeça de um bebé sem controlo cervical. O ângulo correto varia consoante a cadeira e a idade da criança – e está sempre indicado no manual ou através de um indicador visual na própria cadeira.

Se o ângulo estiver correto e a cabeça continuar a cair, pode ser necessário um apoio lateral adicional – que muitas cadeiras já incluem ou têm disponível como acessório original. O que nunca deve ser usado são almofadas ou suportes não homologados: acrescentam volume entre o corpo da criança e o arnês e comprometem a eficácia da retenção. É fundamental que tenham em atenção que a reclinação deve ser sempre a mínima possível para que a cabeça não penda – reclinação em excesso é um perigo maior do que a cabeça a pender. Na realidade, os estudos indicam que desde que seja uma criança de termo e sem complicações associadas, pender a cabeça – despistados todos os cenários descritos -pode ser apenas a posição da sua criança.

«Dói-me» – quando a criança começa a queixar-se da cadeira

Quando uma criança mais crescida diz que a cadeira lhe dói, a tendência é questionar se será verdade ou se é uma estratégia para sair de lá. Mas vale sempre a pena investigar.

As queixas mais comuns referem-se aos ombros – o que, em geral, indica que o arnês está a passar no sítio errado ou que as saídas do arnês estão demasiado baixas para a estatura atual da criança. Referem-se também à barriga – o que pode indicar que a argola de ajuste está posicionada de forma incorreta. E referem-se ainda ao pescoço – o que pode ser sinal de que a criança já ultrapassou o limite de altura da cadeira e precisa de mudar.

Cada uma destas queixas tem uma verificação simples. E cada verificação pode, mais uma vez, fazer a diferença entre uma cadeira que protege e uma cadeira que apenas transporta.

Uma criança que se queixa está a comunicar. Vale sempre a pena ouvir — e verificar.

→ Se as dúvidas persistirem, levem a cadeira ao D’Barriga. No nosso serviço de verificação, avaliamos a instalação, ajustamos o que for necessário e explicamos cada detalhe — para que saiam com a certeza de que a cadeira está a proteger como deve. Porque há coisas que não vale a pena deixar para depois.

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