GOSTO DE TI – Histórias D’ Embalar #3
GOSTO DE TI – Histórias D’ Embalar #3
A Rosa tem uma sensação estranha….hoje o Hugo disse-lhe: – Gosto de ti.
Ela sorriu e corou, muito contente.
Depois, ele deu-lhe um beijinho e acrescentou:
– Gosto mais de ti do que de qualquer outra pessoa!
Mas a Rosa não percebeu: como é que ele sabia isso?
E, para além do mais, como se mede o Amor? De repente ela sentiu-se um pouco confusa.
A porta abre-se: o pai chega do trabalho.
– Boa tarde, filhinha querida – cumprimenta-a com carinho.
– Diz-me, papá, tu gostas de mim? – pergunta a rosa.
– Mas é claro que sim! Que pergunta!
O pai senta-se com a Rosa ao colo.
– Porque é que me perguntas isso? – quer ele saber.
– Porque o Hugo disse que gostava mais de mim do que tu!
O pai refletiu: é difícil explicar à filha que todos gostam muito dela.
– O Hugo gosta de ti com o seu coração de rapazinho apaixonado!
_ E tu? – pergunta a Rosa.
– Eu gosto de ti assim….- responde o pai, abraçando-a com muita força.
A Rosa desata aarir com os beijinhos do pai e as cócegas que ele lhe faz.
A menina julgava ter compreendido, mas, de repente interroga-se: “E a mamã?”
Corre até à cozinha e puxa a saia da mãe.
O que se passa, meu botãozinho de rosa? – pergunta afetuosamente a mãe.
– Diz-me, mamã, tu gostas de mim?
– Mas é claro que sim! Que pergunta!
– Porque é que me perguntas isso? – quer ela saber.
– Porque o pai diz que gosta de mim assim – explica a Rosa, abrindo muito os braços. – E tu, como é que gostas de mim?
– Eu também gosto muito de ti, assim! – responde a mãe, apertando a Rosa num grande abraço.
A mãe dança com a Rosa pela cozinha e dá-lhe muitos beijinhos.
Deitada na cama, a Rosa tenta adormecer.
Cora ao pensar no Hugo, que lhe dá beijinhos…
Sorri ao pensar no pai, que lhe faz cócegas…
Ri ao pensar na mãe, que dança com ela…
Mas quem gosta mais dela?
A Rosa continua na dúvida!
Amanhã, irá visitar a avó: ela deve saber.
Finalmente adormece, certa de que o dia seguinte lhe trará a resposta.
O Sol acabou de nascer e a Rosa já está levantada.
Veste-se sozinha, como uma menina crescida, calça os sapatos e desce as escadas.
Põe o casaco e sai para ir visitar a avó.
Como esperava, a avó já tinha acordado: estava a tomar o pequeno-almoço, quando a Rosa bateu à porta.
– Entra, entra, minha querida! Mas o que te tráz por cá? – pergunta a avó.
– Preciso que me digas……- começa a menina, um pouco envergonhada.
– O que queres saber? – insiste a avó.
– Como é que se mede o Amor? – pergunta a Rosa por fim.
A avó dá a mão à Rosa e leva-a para a sala.
Quando estão confortavelmente sentadas, a avó começa…..
– Sabes, Rosa, o Amor não se mede – diz-lhe com ternura.
– Mas o Hugo diz…
– Que gosta de ti mais do que de qualquer outra pessoa? – adivinha a avó. – O que ele quer dizer é que gosta mais de ti do que das outras meninas! E eu gosto de ti do fundo do meu coração de avó!
– E diz-me uma coisa: gostas do meu gatinho? – pergunta a avó.
– Muito! Adoro ouvi-lo a ronronar quando lhe faço festinhas – responde a Rosa.
– Mas gostas dele da mesma forma que gostas do Hugo?
– Não, é diferente! – diz a menina.
Enquanto acaricia o gatinho, a Rosa entende o que a avó estava a tentar explicar-lhe….
De regresso a casa, a mãe, preocupada, pergunta-lhe:
– Onde foste?
– Fui à procura do Amor! Responde a menina. – E encontrei-o……
– Ai sim? – espantou-se o pai.
– Pois, está aqui, aqui! Aqui! E aqui! – explica ela apontando para o coração de cada um deles!
O amor é tudo o que temos no coração para aqueles de quem gostamos!
– Acho que percebeste – diz a avó.
– E eu gosto tanto de vocês……assim! – exclama a Rosa, abrindo muito os braços.
Autor Bénédicte Carboneill
Editorial Presença
DICAS PARA PAIS
Há várias formas de criar uma sensação de segurança no seu filho:
– Oferecer um boneco mágico, uma lanterna mágica (para quem tem medo do escuro) e até “pós mágicos” para deitar antes de dormir (um saco com purpurinas faz milagres).
– Fazer pequenos teatros durante o dia em que os personagens passem por situações parecidas com as que o seu filho verbaliza e se saiam bem.
– Pedir ajuda ao seu filho para pequenas tarefas e agradecer-lhe, dizendo que é forte e crescido.