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O menino sol que nunca queria ir dormir

domingo, 30 de Outubro de 2016 18:00:00 Europe/Lisbon

O menino sol que nunca queria ir dormir

 

 

O Menino Sol Que Nunca Queria Ir Dormir - Histórinhas D' Embalar #37

 

Há muito, muito tempo, há milhões de anos atrás, não existia nada à face da terra… Nada de nada! Nem mesmo pessoas ou animais. Em contrapartida, o céu já era habitado: o Sol, a Lua, as estrelas… Já lá estavam todos. Naqueles tempos, eram ainda muito novos, caprichosos, malucos e, por vezes, mal-educados. Sobretudo o Sol! Passava o tempo a passear os seus raios novos e ofuscantes, todo orgulhoso por ser o mais luminoso, o mais cintilante! Aborrecia toda a gente com os seus raios, o seu calor e a sua luz.

— Para de brilhar! Fazes-nos mal aos olhos! — diziam as nuvens.

— Apaguem-no! Não consigo fechar os olhos! — resmungava a Lua.

— Ah, estes jovens! Julgam que podem fazer tudo! — protestavam as estrelas mais velhas.

— Mas tu nunca estás quieto? — suspirava a Terra, extenuada.

— É sempre de dia! Nem podemos fechar os olhos! — diziam as pequenas estrelas, que, como todas as crianças, precisavam de dormir.

Todos os habitantes do Céu, cansadíssimos, irritados, tristonhos, começaram a pensar no que fazer ao menino Sol para ele brilhar menos: fechá-lo num armário escuro, pôr-lhe graxa preta…

— Isto não pode continuar! — trovejava a Trovoada. — Temos de encontrar uma solução.

E teve logo uma ideia, que contou à Lua e às estrelas.

A Trovoada teve então uma conversa com o menino Sol.

— Solzinho, tivemos uma ideia. Vais brilhar entre nós algumas horas e, depois, ala!,vais brilhar para o outro lado da Terra. Assim, fazes algumas horas connosco e algumas horas com o outro lado. Enquanto lá estiveres, eles divertem-se e nós dormimos. E enquanto estiveres entre nós, eles descansam. Assim, não precisas de parar e toda a gente ficará satisfeita!

O menino Sol saltou de alegria face à ideia de ter duas casas e, sobretudo, amigos em todo o lado.

A partir daí passou a haver noite na terra, para grande felicidade dos seus habitantes, que podem assim repousar. Foi nessa altura, aliás, que os homens apareceram, dizendo que, com um pouco de Sol durante o dia e um pouco de escuro à noite, a vida seria bem agradável na Terra.

Sabe-se que, à noite, o Sol nunca chega a desaparecer totalmente, mas que está simplesmente do outro lado da Terra, a viver a sua segunda vida, na sua segunda casa, à espera de voltar. É por isso que nunca se deve ter medo do escuro.

 

 

Sophie Carquain
Petites histoires pour devenir grand
Paris, Albin Michel, 2003
(Adaptado)

 

Comentários | Adicionado em Histórinhas d' Embalar por Joana Freitas

Primeiras férias a três

sábado, 6 de Agosto de 2016 18:00:00 Europe/Lisbon

Primeiras férias a três

 

PRIMEIRAS FÉRIAS A TRÊS

 

Quando somos pais, percebemos que é necessário realizar alguns ajustes nas nossas vidas… normal, agora somos três! – mas “ ajustes” não significa que devamos abdicar da nossa existência! Férias, sair do espaço habitual e “ mudar de ares” continua a ser fundamental para que possamos abraçar o ano seguinte.

 

Além disso, férias quererá dizer tempo partilhado, tempo sem pressa, tempo para escutar e ouvir, tempo para olhar, mimar, namorar e retemperar energias.

 

Mais do que dar-vos uma longa lista de “ to buy stuff” , gostava que ao definir/planear as férias pudessem ter em conta estes pontos:

 

- Para onde ir – dependendo da idade do rebento, pensem se o destino desejado é práctico para estar, sem necessidade de grandes deslocações entre o local de pernoitar e o local dos banhos de sol e mar ou até talvez prefiram um local mais de montanha, com vegetação e praia fluvial…...

 

Essencialmente, assegurem-se que conhecem as condições gerais e particulares do local, para que possam munir-se dos recursos que consideram imprescindíveis.

 

- Meio de transporte – como chegarão ao local?

 

Avião? Então não esqueçam cruzar esta informação com o que referi no ponto anterior, afinal, com um bebé, um hotel/apartamento a “apenas” 1200m da praia mais próxima pode tornar a ida à praia num verdadeiro desafio! 1200 metros a dois, de mãos entrelaçadas e toalha ao ombro não são, seguramente, os mesmos 1200 metros que com um bebé de 6 meses, 3 guarda-sóis, saco de praia, saco de artigos de bebé, saco de brinquedos e merendeira!

 

Caso viagem de avião, pensem se vos é mais fácil levar o carinho de passeio, ou se optar por uma forma de babywearing pode ser uma solução mais prática.

 

- Onde ficar – quando viajamos com uma criança pequena ou bebé, há que ter em atenção quais são as condições disponíveis para assegurar as suas refeições, dado que quando optar por hotel terá quase que obrigatoriamente fazer as refeições em restaurantes ou no próprio hotel. Saber com o que conta é fundamental.

 

- Rotinas – sabemos que as rotinas são de elevada importância num desenvolvimento harmonioso, mas em férias há que haver alguma tolerância, há que relativizar um pouco as condicionantes que possam criar alguma alteração à rotina – sempre tendo em conta o bem-estar global, de todos os elementos da família. Se os pais não estão bem, o bebé não está bem!

 

- Recursos – sim, também devemos acautelar que temos o que nos é útil, para que estejamos relaxados nesse tempo tão precioso que são as férias.

 

OBRIGATÓRIO:   

- Documentos;

- Medicação – caso haja

- Caixa SOS – dependendo da idade do bebé/criança o recheio pode ter alguma variação – Paracetamol, curitas, álcool, água oxigenada, compressas, termómetro;

- Protector solar;

- Chapéu;

- Óculos de sol – sim considero obrigatória a utilização de óculos de sol por qualquer bebé ou criança - não é capricho, é conforto, qualidade de vida.

 Atendendo a que o bebé na cadeirinha está inclusivé bastante virado para cima, a forma como recebe a luz solar é intensíssima!

- Boneco favorito – para que tenha uma âncora sempre consigo, mesmo estando em ambientes que lhe são desconhecidos.

 

A PENSAR/PONDERAR em função de opções anteriores:

 

- Banheira consoante as condições do local de destino pode espreitar esta solução que é excelente para qualquer viagem , para ter em casa dos avós e até para levar para a praia! Pratica e económica, pois pode colocá-la dentro da banheira normal e de fácil transporte e arrumação!

 

- Cadeira da papa espreite esta opção, leve, lavável, portátil e segura em qualquer cadeira que seja fixada.

- Luz de presença tantas vezes não entendemos a “ birra” nocturna, o desconforto ao ir para a cama, e o de repente “ não adormece sozinho!”

 Muitas vezes esta situação é ultrapassada com a luz de presença que transmite calma e serenidade ao bebé que se sabe noutro local, com diferentes hábitos e rotinas.

 

LEVAR AINDA A BAGAGEM E O CORAÇÃO repletos de CALMA,BOM-SENSO E…  SENTIDO DE HUMOR!

 

 

 

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O sol e os cuidados a ter com a pele do bebé

segunda-feira, 25 de Julho de 2016 18:00:00 Europe/Lisbon

O sol e os cuidados a ter com a pele do bebé

 

O SOL E OS CUIDADOS A TER COM A PELE DO BEBÉ

 

Com a chegada do calor chega a vontade de ir para a praia com os nossos pequeninos. Mas, quando temos um novo elemento na família temos quer mudar certos hábitos que tínhamos. Pois está provado que as queimaduras solares até aos 18 anos são as piores e são aquelas que normalmente dão origem a cancros de pele porque a pele até esta idade é mais vulnerável.

 

Quando temos um bebé com menos de um ano de idade temos ainda que ter muitos cuidados acrescidos. Está estipulado que até aos seis meses de idade o bebé não deve apanhar sol direto porque a sua pele é tão fina que é muito mais sujeita a queimaduras.

 

Quando vamos para uma saída ao ar livre com as crianças os cuidados devem começar em casa. Primeiro aplicar o protetor solar à criança 30 minutos antes de sair de casa, levar um chapéu de abas largas, óculos de sol, e roupa larga de algodão. Repetir a aplicação do protector solar de 2 em 2 horas.

 

Entre as 11h e as 16h é um horário a evitar por completo para exposição solar, nesta altura os raios UV estão muito intensos. Devo também lembrar que estes raios refletem tanto na água como na areia. Por isso se normalmente tentas resguardar o bebé de baixo do guarda-sol, nas horas de maior perigo, quero que saibas que ele não está protegido contra os raios UV.

 

Em relação aos protetores solares eles têm que ser utilizados todos os dias e não só quando vamos á praia com as crianças. Nos dias de verão coloque o protetor solar perto da porta de saída de casa e antes de sair coloque. Tenha atenção para não esquecer certas zonas como, o nariz, orelhas, parte de trás dos joelhos e pés, estas são zonas por vezes esquecidas. Escolha um protetor solar de largo espectro e 50+, ou seja, que proteja contra raios UVB e UVA. Para as crianças com menos de três anos é aconselhável utilizar um protetor solar mineral, que não tem filtros químicos que possam ser absorvidos pela pele. Os protetores solares minerais só são constituídos por filtros físicos. Esta questão é importante para que não se desenvolvam alergias. E também para que a pele da criança não absorva produtos químicos em grande quantidade.

 

Dicas Importantes

  • Os protetores solares com coloração são uma boa opção. Existem no mercado protetores solares de cor azul que facilitam aos pais saber onde já passaram o creme. Como as crianças nunca estão paradas, quando estamos a aplicar o creme, esta é uma boa técnica para ter noção que não falhou nenhuma área do corpo. A cor azul depois desaparece.

 

  • Para saber se a criança faz alergia a um novo protetor solar deve primeiro fazer uma aplicação durante 3 dias consecutivos numa porção de pele das costas da criança e ver se desenvolve algum tipo de vermelhidão ou comichão. Se assim for é porque faz alergia. Se ao fim dos três dias consecutivos não houver nenhuma reação é porque pode utilizar este protetor.

 

  • Existe ainda a ideia que é complicado para os pais utilizarem protetores solares com filtros físicos porque eles são bastante pastosos e mancham a roupa de branco. Mas esta ideia já não é real. Há neste momento protetores solares minerais em spray e que são muito fluidos e fáceis de espalhar não marcando a roupa.

 

Em jeito de conclusão sabia que às vezes bastam 10 a 15 mim para se formar uma queimadura solar e as queimaduras solares são muito dolorosas e ficam “marcadas” para toda a vida. Com os anos, a exposição prolongada e as queimaduras solares sucessivas conduzem a um envelhecimento acelerado da pele, a um enfraquecimento das defesas imunitárias, o que provoca determinados casos cancros de pele, e cataratas que podem conduzir à cegueira.

 

Vamos ter cuidado com os nossos pequeninos. Sol sim mas com moderação.

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