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Primeiras férias a três

sábado, 6 de Agosto de 2016 18:00:00 Europe/Lisbon

Primeiras férias a três

 

PRIMEIRAS FÉRIAS A TRÊS

 

Quando somos pais, percebemos que é necessário realizar alguns ajustes nas nossas vidas… normal, agora somos três! – mas “ ajustes” não significa que devamos abdicar da nossa existência! Férias, sair do espaço habitual e “ mudar de ares” continua a ser fundamental para que possamos abraçar o ano seguinte.

 

Além disso, férias quererá dizer tempo partilhado, tempo sem pressa, tempo para escutar e ouvir, tempo para olhar, mimar, namorar e retemperar energias.

 

Mais do que dar-vos uma longa lista de “ to buy stuff” , gostava que ao definir/planear as férias pudessem ter em conta estes pontos:

 

- Para onde ir – dependendo da idade do rebento, pensem se o destino desejado é práctico para estar, sem necessidade de grandes deslocações entre o local de pernoitar e o local dos banhos de sol e mar ou até talvez prefiram um local mais de montanha, com vegetação e praia fluvial…...

 

Essencialmente, assegurem-se que conhecem as condições gerais e particulares do local, para que possam munir-se dos recursos que consideram imprescindíveis.

 

- Meio de transporte – como chegarão ao local?

 

Avião? Então não esqueçam cruzar esta informação com o que referi no ponto anterior, afinal, com um bebé, um hotel/apartamento a “apenas” 1200m da praia mais próxima pode tornar a ida à praia num verdadeiro desafio! 1200 metros a dois, de mãos entrelaçadas e toalha ao ombro não são, seguramente, os mesmos 1200 metros que com um bebé de 6 meses, 3 guarda-sóis, saco de praia, saco de artigos de bebé, saco de brinquedos e merendeira!

 

Caso viagem de avião, pensem se vos é mais fácil levar o carinho de passeio, ou se optar por uma forma de babywearing pode ser uma solução mais prática.

 

- Onde ficar – quando viajamos com uma criança pequena ou bebé, há que ter em atenção quais são as condições disponíveis para assegurar as suas refeições, dado que quando optar por hotel terá quase que obrigatoriamente fazer as refeições em restaurantes ou no próprio hotel. Saber com o que conta é fundamental.

 

- Rotinas – sabemos que as rotinas são de elevada importância num desenvolvimento harmonioso, mas em férias há que haver alguma tolerância, há que relativizar um pouco as condicionantes que possam criar alguma alteração à rotina – sempre tendo em conta o bem-estar global, de todos os elementos da família. Se os pais não estão bem, o bebé não está bem!

 

- Recursos – sim, também devemos acautelar que temos o que nos é útil, para que estejamos relaxados nesse tempo tão precioso que são as férias.

 

OBRIGATÓRIO:   

- Documentos;

- Medicação – caso haja

- Caixa SOS – dependendo da idade do bebé/criança o recheio pode ter alguma variação – Paracetamol, curitas, álcool, água oxigenada, compressas, termómetro;

- Protector solar;

- Chapéu;

- Óculos de sol – sim considero obrigatória a utilização de óculos de sol por qualquer bebé ou criança - não é capricho, é conforto, qualidade de vida.

 Atendendo a que o bebé na cadeirinha está inclusivé bastante virado para cima, a forma como recebe a luz solar é intensíssima!

- Boneco favorito – para que tenha uma âncora sempre consigo, mesmo estando em ambientes que lhe são desconhecidos.

 

A PENSAR/PONDERAR em função de opções anteriores:

 

- Banheira consoante as condições do local de destino pode espreitar esta solução que é excelente para qualquer viagem , para ter em casa dos avós e até para levar para a praia! Pratica e económica, pois pode colocá-la dentro da banheira normal e de fácil transporte e arrumação!

 

- Cadeira da papa espreite esta opção, leve, lavável, portátil e segura em qualquer cadeira que seja fixada.

- Luz de presença tantas vezes não entendemos a “ birra” nocturna, o desconforto ao ir para a cama, e o de repente “ não adormece sozinho!”

 Muitas vezes esta situação é ultrapassada com a luz de presença que transmite calma e serenidade ao bebé que se sabe noutro local, com diferentes hábitos e rotinas.

 

LEVAR AINDA A BAGAGEM E O CORAÇÃO repletos de CALMA,BOM-SENSO E…  SENTIDO DE HUMOR!

 

 

 

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Comentários | Adicionado em Publicações por Joana Freitas

Férias em Portugal

domingo, 31 de Julho de 2016 17:00:00 Europe/Lisbon

História para crianças - Ferias em Portugal

 

 

FÉRIAS EM PORTUGAL - Histórinhas D' Embalar #26

 

-Quem me dera que viesses connosco a Portugal! - suspirou a Poppy.

 

- Quem me dera ir, também! -respondeu a Mel.

 

- A mãe diz que a agua do mar é sempre quentinha e que vamos comer toneladas de marisco – disse a Poppy.

 

- Ugh, então ainda bem que não vou.

 

Detesto marisco! – riu-se a Mel.

 

A viagem correu muito bem. Depois de o avião aterrar, a Poppy e a família recolheram as malas, arrumaram-nas no carro alugado e partiram em direcção à costa.

 

Quando chegamos? – resmungou a Poppy, impaciente.

 

Está quase – disse o pai. – Prometo.

 

Pouco depois, o carro fez uma curva apertada e surgiu-lhes no caminho uma bonita vila costeira.

 

O pai conduziu através das ruas e calcetadas em direcção ao porto e estacionou à entrada da estalagem.

 

- Já chegámos? – Exclamou.

 

- Uau! É espectacular! – espantou-se a Poppy.

 

Na manhã seguinte partiram à descoberta. Era tudo tão diferente da Colina do Pote de Mel… O ar era quente e salgado e havia muitos cafés e gelatarias diferentes.

 

- Podemos ir àquela casa de gelados? – pediu a Poppy.

 

- Tomámos o pequeno-almoço mesmo agora, além disso, vamos à praia – riu-se a mãe. – Iremos lá noutra altura, prometo.

 

Na praia, a Poppy começou a sentir-se aborrecida.

 

A mãe estava a tomar conta dos gémeos e o pai tinha o nariz enfiado num livro.

 

Se ao menos tivesse aqui a Mel, pensou a Poppy, com saudades da sua amiga. 

 

Foi então que reparou numa menina da sua idade e foi lá perguntar-lhe se ela queria brincar.

Chamava-se Joana e, embora falasse pouco inglês a Poppy nem sequer falasse português, rapidamente se tornaram boas amigas.

 

Durante o resto das férias a Poppy e a Joana divertiram-se muito juntas.

 

Nadaram no mar quentinho, entusiasmadas, construíram castelãs de areia maravilhosos, e ensinaram português e inglês uma à outra.

 

Os pais até as deixavam passear juntas pelo porto, desde que prometessem que não se afastavam muito da fonte dos golfinhos.

 

No dia do mercado, os pais levaram a Poppy e os gémeos ao centro da vila para passearem. A praça central estava cheia de bancas coloridas.

 

- Uau! Exclamou a Poopy. – Há tantas coisas giras!

 

Os gémeos queixaram-se com fome e os pais foram comprar-lhes um bolo, mas a fila era enorme e a Poppy não queria ficar à espera.

 

- Por favor, posso ir ver as outras bancas? – Pediu ela.

 

- Sim, mas promete que não te afastas -  disse a mãe.

 

 

Quando estava a caminho de uma banca de bijuteria, encontrou a Joana que parecia estar imensamente aborrecida. Ao ver a Poppy, a Joana disse algo para os pais e correu junto dela.

 

- Olha, vou comprar este colar para a Mel, a minha melhor amiga - disse a Poppy.

 

A joana gostou tanto da ideia que também comprou um para a sua melhor amiga.

 

As duas meninas passearam pelo mercado a apreciar toas as coisas bonitas que havia. Mas, a certa altura, já estavam cheias de calor.

 

- Queres um gelado? – Perguntou a Joana.

 

- Sim! Respondeu a Poppy. – Eu vi uma geladaria no nosso primeiro dia. Ficava ao lado de uma igreja branca.

 

A Joana sorriu e apontou para a torre de uma igreja.

 

Esquecendo-se da promessa que tinha feito à mãe, a Poppy foi à frente, procurando o caminho em direcção à torre daquela igreja. Entraram num beco, correram por uma rua acima, viraram à direita e depois à esquerda e, finalmente, lá estava a igreja.

 

No mercado, os pais da Poppy e da Joana aperceberam-se de que elas não estavam por perto.

 

Muitíssimos preocupados, procuraram-nas por todo o lado mas elas não apareceram. Tinham-se evaporado.

 

Entretanto a Poppy e a Joana estavam em frente à igreja, a olhar em volta.

 

Não havia nenhuma casa de gelados. O que deviam fazer?

 

A Poppy sentiu um frio terrível na barriga. Sabia que estavam perdidas e a culpa era dela.

 

- Vamos até ao mercado? Sugeriu a Joana, tentando parecer corajosa.

 

Experimentaram umas e outras ruas mas pareciam todas iguais, acabando por voltar sempre à porta da igreja. Também não queriam falar com desconhecidos e não havia nenhum polícia à vista. Não havia nada a fazer.

 

Sentaram-se nos degraus da igreja e começaram a chorar.

 

Foi então que a porta da igreja se abriu…

 

Era a dona da estalagem onde a Poppy e a família estavam hospedadas.

 

- Meninas! O que fazem aqui sozinhas?

 

- Queríamos ir à casa de gelados ao lado da igreja branca, mas já cá não está – choramingou a Joana.

 

- É porque aqui há muitas igrejas brancas parecidas! – disse a senhora.

 

- Temos de encontrar os vossos pais.

 

- Muito obrigada -  disse a Poppy no seu melhor português. – Eles estão no mercado.

 

À medida que percorriam o labirinto das ruas estreitas e calcetadas, o alívio da Poppy transformou-se em preocupação.

 

Os pais iam ficar zangados…

Depois chegaram ao mercado. A mãe da Poppy viu-a logo.

 

- Estás aí! – gritou ela. – Encontrei-te!

 

O pai da Poppy e os pais da Joana estavam logo atrás.

 

 

- Promete que nunca mais voltas a fazer uma coisa destas! – disse o pai, num tom de repreensão.

 

- Prometo! – solução a Poppy – peço muita desculpa!

 

- Eu também! – disse a Joana.

 

Durante o resto das férias a Poppy e a Joana portaram-se muito bem.

 

Por isso, no último dia a mãe decidiu que elas mereciam um mimo.

 

Foram até à vila, passaram por uma igreja branca e …

… entraram na geladaria!

 

- Obrigada! – exclamou a Poppy muito feliz – pensei que já não vínhamos cá.

 

- Bem, eu tinha prometido que te trazia – sorriu a mãe.

 

Depois de regressarem à Colina do Pote de Mel, o pai ajudou a Poppy a pôr as fotografias das ferias num álbum.

 

- Desculpa ter desaparecido no mercado – disse a Poppy.

 

- Tu sabes que as regras são para te proteger – respondeu o pai. – Não são para te estragar as brincadeiras.

 

- Eu sei – admitiu a Poppy. – Prometo que não volto a fazer o mesmo.

 

E, no fim, sempre comi o meu delicioso gelado!

 

 

Autor:

Janey Louise Jones

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