Todo o período de gestação é um período de descoberta. Mês a mês, o embrião desenvolve-se provocando novas sensações na futura mãe.

 

 

Até 6,5 semanas

 

Entre a primeira e a quarta semana de gestação, o óvulo fertilizado subdivide-se em diversas células, ao mesmo tempo que avança pela trompa de Falópio.

 

 

Ao chegar à cavidade do útero (por volta do quarto dia após a fertilização) é já uma pequena bola (ainda não visível a olho nu), constituída por cerca de 100 células.

 

 

Neste período, o ovo vai-se desenvolvendo até atingir perto de 0,3 cm de comprimento. O tubo cardíaco surge a partir do 20º dia.

 

 

Este tubo é formado pela fusão de dois vasos sanguíneos e embora não tenha ainda a forma de coração, já bate. No fim da 3ª semana, o embrião progrediu.

 

 

Mede cerca de 2 milímetros. Multiplicou o seu diâmetro por 100 e o seu volume por um milhão, o que significa que, em média, duplicou diariamente.

 

 

Entre a 5ª e a 6ª semana, o embrião flutua no saco de líquido.

 

 

A cabeça começou a ganhar forma e nas suas quatro concavidades aparecerão, mais tarde, as orelhas e os olhos. Quatro pequenos cotos formarão os membros.

 

 

Desenvolve-se a barriga e o peito, ao mesmo tempo que começa a constituir-se o coração e o sistema circulatório.

 

 

Depois de um mês de gestação, o embrião mede 5 milímetros, mas ainda não tem aspecto humano.

 

 

De 6,5 semanas a 10,5 semanas

 

 

Nesta altura, faltam apenas 4 semanas para que o embrião constitua o esboço de todos os órgãos que ainda lhe faltam. No começo do 2º mês surgem os membros.Primeiro os braços, e depois as pernas.

 

 

Seguidamente, desenha-se o rosto, embora de início sejam apenas os sítios: duas pequenas saliências para os olhos, duas covinhas para as orelhas, e uma só abertura para a boca e nariz.

 

 

Entretanto, vai-se desenvolvendo o sistema nervoso. A 5ª semana de gravidez chega ao fim e o embrião continua a ter a cabeça dobrada para a frente.

 

 

Mais abaixo, vê-se pela primeira vez o cordão umbilical. O embrião passa a medir entre 7 a 8 milímetros. Oito dias mais tarde, duplica o seu tamanho: mede 17 milímetros, mas este crescimento não é visível, uma vez que continua dobrado sobre si próprio. A cabeça aumentou de volume mais rapidamente do que o resto do corpo.

 

 

O embrião começa a adquirir figura humana, embora os seus elementos sejam muito desproporcionais. Ao mesmo tempo, os membros vão-se desenvolvendo. Alongam-se, alargam-se e tornam-se identificáveis.

 

 

No ventre aparece uma segunda saliência, a do fígado. No interior do organismo, as modificações não são menos significativas.

 

 

O estômago e o intestino adquirem a sua forma e disposição definitivas.

 

 

O aparelho respiratório desenvolve-se, embora nesta fase ainda não tenha actividade.

 

 

O coração assume a sua forma definitiva e a circulação embrionária completa-se. Também os músculos se desenvolvem em todo o corpo.

 

 

No fim desta 7ª semana de gravidez começa a ossificação do esqueleto. Prosseguirá durante anos e só ficará totalmente acabada na idade adulta. O embrião endireita-se, o tronco fica mais rectilíneo, a cabeça levanta-se. Atinge os 2 centímetros.

 

 

Tem as mãos apoiadas no ventre, as pernas dobradas com os joelhos para fora e os pés juntos. O embrião continua a crescer até perto dos 3 cm.

 

 

O rosto já é mais visível, a língua já está formada e as partes internas das orelhas estão a tomar forma. As pernas e os braços estão agora mais compridos e têm os dedos em fase final de formação. Já se distinguem os ombros, as ancas, os cotovelos e os joelhos. Os órgãos internos estão quase todos desenvolvidos.

 

 

Terminada a 8ª semana de gravidez, o embrião mede 3 centímetros e pesa 11 gramas. Em dois meses, adquiriu tudo o que lhe dá a qualidade de ser humano.

 

 

Os meses seguintes serão dedicados a completar o trabalho iniciado.

 

 

De 10,5 a 15 semanas

 

 

Menina ou menino?

 

 

Tudo é decidido no momento em que os núcleos do óvulo e do espermatozóide se aproximam, se fundem e se formam num ovo. Nesse momento, fixa-se o sexo da futura criança: depende do património genético do espermatozóide.

 

 

Tal significa que, desde a fecundação, o ovo está programado para ser um rapaz ou uma rapariga. Uma vez que está dentro do núcleo, nada se vê ainda do exterior.

 

 

É apenas no início do 3º mês que os órgãos sexuais se diferenciam e que o aparelho genital se torna o de uma mulher ou de um homem. É igualmente no decorrer do 3º mês que aparecem as cordas vocais, que por enquanto ainda não funcionam.

 

 

Progressivamente, o rosto torna-se mais humano. Os olhos aproximam-se cada vez mais, as pálpebras crescem, embora cubram inteiramente os olhos com vista a proteger o globo ocular que está em desenvolvimento.

 

 

Os lábios estão bem desenhados, a boca estreita-se, mas a testa continua proeminente e as narinas muito afastadas uma da outra. Os braços alongam-se mais depressa do que as pernas.

 

 

Distinguem-se nitidamente o antebraço, o cotovelo e os dedos, cuja extremidade endurece para formar as unhas. No interior do organismo, o fígado desenvolveu-se consideravelmente. Surge o rim definitivo, e o intestino alonga-se e enrola-se.

 

 

Os primeiros pêlos aparecem por cima do lábio superior e dos olhos. O feto começa a mexer-se, embora muito debilmente, tanto que a mãe nem se apercebe, e já agita levemente braços e pernas, aperta os punhos, vira a cabeça, abre a boca e engole.

 

 

É por volta da 12ª semana que, com o estetoscópio de ultra-sons se pode ouvir o coração. É geralmente neste período que se faz a primeira ecografia.

 

 

O alimento e o oxigénio são-lhe levados pelo cordão umbilical, que se encontra ligado ao umbigo e à placenta. O bebé mexe os músculos da boca e já consegue engolir.

 

 

No fim deste 3º mês, o embrião passa a ser denominado de feto, e mede cerca de 10 centímetros pesando 45 gramas. Cresceu muito: em quatro semanas, o tamanho triplicou, o peso quadruplicou.

 

 

Durante os meses seguintes são os ossos que vão sofrer as modificações mais significativas. Embora desenvolvendo-se consideravelmente, o feto pouco mudará quanto ao aspecto exterior.

 

 

De 15 a 19,5 semanas

 

 

O quarto mês de gestação é considerado um dos períodos mais calmos da gravidez.

 

 

Os riscos de aborto são agora quase nulos.

 

 

O feto vai ganhando novas proporções. Com o abdómen consideravelmente desenvolvido, a cabeça apresenta um aspecto menos desproporcional em relação ao resto do corpo.

 

 

O coração bate duas vezes mais depressa do que o de um adulto, o fígado começa a funcionar, assim como os outros elementos do tubo digestivo - a vesícula e o estômago.

 

 

O rim também já funciona e as urinas fundem-se no líquido amniótico.

 

 

Crescem nesta altura os primeiros cabelos.

 

 

De 19,5 semanas a 23,5 semanas

 

 

No 5º mês a mãe pode já começar a sentir o bebé a mexer-se.

 

 

Nesta fase, a pele continua engelhada porque não há qualquer gordura a preenchê-la, mas perde o aspecto avermelhado. O feto exercita-se no momento da deglutição absorvendo o líquido amniótico que o envolve.

 

 

Por sua vez, os pulmões continuam a desenvolver-se. O feto encontra-se agora com 24 centímetros.

 

 

Termina nesta fase o período de grande crescimento.

 

 

O seu tamanho vai apenas duplicar até ao nascimento. Por outro lado, o peso passará das actuais 500 gramas para cerca de 3 quilos, que é o peso habitual do feto no fim do tempo.

 

 

De 23,5 semanas a 28 semanas

 

 

Este mês é considerado o mês do movimento, como se o bebé experimentasse as suas forças, faz em média 20 a 60 movimentos em cada meia hora.

 

 

Há variações durante o dia: a maioria parece mexer-se mais ao fim do dia, quando a mãe descansa. Os fetos mais calmos mexem-se menos de 20 vezes em cada meia hora.

 

 

Por outro lado, os mais agitados mexem-se mais de 80 a 100 vezes no mesmo período. E nada permite estabelecer hoje uma relação entre a frequência dos movimentos antes do nascimento e a personalidade da criança após o nascimento.

 

 

Um feto agitado não será necessariamente uma criança activa. A frequência dos movimentos também varia com o tempo da gravidez.

 

 

É mais elevada entra a 22ª e a 38ª semanas e tende a diminuir 2 a 4 semanas antes do parto, em parte por falta de espaço dentro do útero.

 

 

O estado físico e psicológico da mãe também influência a frequência dos movimentos. Diminui quando a mãe está doente ou mais abatida, enquanto que a situação oposta faz aumentar significativamente o número de movimentos.

 

 

O cérebro vai prosseguindo o seu desenvolvimento e torna-se cada vez mais complexo. O rosto afina-se, as sobrancelhas acentuam-se, o desenho do nariz torna-se mais firme, as orelhas maiores, o pescoço mais evidente.

 

 

A criança dorme e acorda. Percebe-se que quando a criança dorme - o que faz 16 a 20 horas por dia - já assume a posição que terá no berço: o queixo apoiado no peito ou a cabeça inclinada para trás.

 

 

O feto tem duas espécies de sono: o sono calmo e profundo, em que o feto não se mexe, e o sono leve (que corresponde na criança e no adulto ao período dos sonhos), que é também chamado paradoxal porque se observam movimentos dos braços e das pernas, bem como rápidos movimentos dos globos oculares.

 

 

O próprio diafragma agita-se com movimentos um pouco bruscos e esporádicos, ficando a mãe com a impressão de que o bebé tem soluços.

 

 

No fim do 6º mês, a criança tem os braços dobrados sobre o peito e os joelhos junto do ventre. Mede 31 centímetros e pesa 1000 gramas.

 

 

De 28 a 32,5 semanas

 

 

 

No sétimo mês dá-se o despertar dos sentidos do bebé.

 

 

Com 7 meses o feto 1700 gramas e mede 40 centímetros.

 

 

A maioria dos investigadores a audição começa por volta dos 7 meses.

 

 

Antes do nascimento o feto ouve toda uma gama de ruídos e de sons. Pode ouvir a voz humana. Não é consensual se é a voz do pai ou da mãe que ouvem com mais facilidade.

 

 

Há estudiosos que defendem que a criança, antes de nascer ouve principalmente os sons graves e portanto, com mais facilidade, a voz do pai.

 

 

Por outro lado, outros investigadores assumem que o feto reage mais e melhor ao som agudo do que ao som grave, o que leva a concluir que é possível que ouça a voz do pai, mas que ouvirá certamente a voz da mãe, até porque esta lhe chega do interior.

 

 

Naturalmente, o feito não ouve como nós. Os ruídos chegam-lhe amortecidos e filtrados pelo meio aquático em que flutua.

 

 

Para além disso, está rodeado por todo um ambiente sonoro: coração da mãe, os ruídos do intestino dela e também a palpitação do seu próprio cordão.

 

 

Outros sentidos da criança como o paladar, estão já activos antes do nascimento. O feto chucha também no polegar.

 

 

Nesta fase, pesa 1700 gramas e mede 40 centímetros.

 

 

Se nascesse agora, teria grandes probabilidades de sobreviver, mas seria mais moroso adaptar-se ao mundo exterior.

 

 

De 32,5 a 36,5 semanas

 

 

 

Os principais órgãos estão agora completamente desenvolvidos.

 

 

Alguns deles, como o estômago, os intestinos e os rins, já funcionam como funcionarão depois do nascimento. Outros, como o fígado e sobretudo os pulmões só atingem a maturação no fim do oitavo mês.

 

 

O coração continua a bater rapidamente Tem a forma e o aspecto definitivos, mas a circulação não se faz ainda exactamente como depois do nascimento, sobretudo porque o sangue fetal não se oxigena ao nível dos pulmões, mas graças ao oxigénio que lhe é fornecido pelo cordão umbilical.

 

 

É geralmente durante o oitavo mês que a criança adopta a posição definitiva para o parto.

 

 

Ficará então, de cabeça para baixo e mais frequentemente à direita do que à esquerda. No final do oitavo mês, o feto pesa cerca de 2400 gramas e mede 45 centímetros.

 

 

De 36,5 semanas a 41 semanas

 

 

 

O bebé vai dedicar estas últimas semanas, essencialmente, a adquirir forças e peso - 20 a 30 gramas por dia - e a crescer.

 

 

Ainda se mexe muito no início do mês, mas não é raro que estes movimentos se tornem menos perceptíveis nas semanas que antecedem o nascimento, apenas por falta de espaço.

 

 

A pele torna-se branca e rosada. No fim do 9º mês, o feito está pronto para nascer.

 

 

Pesa entre 3000 a 3300 gramas e mede cerca de 50 centímetros.